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	<title>A Casa Mysteriosa</title>
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	<description>Por Mônica França</description>
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		<title>Muita Leitura</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 00:19:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou curtindo muito a iniciação, mas eu tenho centenas de leituras para fazer, seminários e meu livro para escrever. Já pensou em ler a Ilíada e a Odisséia de Homero? Versos, teoria clássica da literatura&#8230; Bem, o jeito é não dormir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou curtindo muito a iniciação, mas eu tenho centenas de leituras para fazer, seminários e meu livro para escrever.</p>
<p>Já pensou em ler a Ilíada e a Odisséia de Homero? Versos, teoria clássica da literatura&#8230;</p>
<p>Bem, o jeito é não dormir.</p>
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		<title>Iniciação Científica</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 00:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, depois de um mês de espera, recebi a resposta da Iniciação Científica da Unicsul. Passei. Isso é excelente, terei desconto na mensalidade. Por outro lado, terei que ter excelentes notas e achar tempo para continuar trabalhando no meu livro. Good Bye television&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, depois de um mês de espera, recebi a resposta da Iniciação Científica da Unicsul. Passei.</p>
<p>Isso é excelente, terei desconto na mensalidade. Por outro lado, terei que ter excelentes notas e achar tempo para continuar trabalhando no meu livro.</p>
<p>Good Bye television&#8230;</p>
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		<title>Eldora</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 01:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eldora a Guerreira de Cracon é o nome do meu novo livro. É uma trilogia que conta a história de Eldora, Cracon e Arreth. Também há uma trilogia de 2ª fase que dará continuidade a primeira trilogia. Será uma saga contada em seis grandes aventuras. Cracon é um pequeno planeta onde Eldora ganha a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eldora a Guerreira de Cracon</strong> é o nome do meu novo livro. É uma trilogia que conta a história de Eldora, Cracon e Arreth. Também há uma trilogia de 2ª fase que dará continuidade a primeira trilogia. Será uma saga contada em seis grandes aventuras.</p>
<p>Cracon é um pequeno planeta onde Eldora ganha a vida como caçadora mercenária e temida guerreira. Ao longo de sua aventura de autoconhecimento ela descobre que é filha de um avatar e uma feiticeira e que seu planeta de origem é Arreth.</p>
<p>Orientada por uma fênix chamada Gofus, Eldora vai para Arreth e sua vida muda para sempre. Descubra o que acontece com Eldora no primeiro volume da série.</p>
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		<title>André Vianco</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 23:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ir ao XVI encontro de RPG, no colégio Arquidiocesano (metrô Santa Cruz), iniciei uma oficina para escritores na Companhia de Leitura (livraria) dada por André Vianco. Agora meu livro novo sai com certeza. Uma trilogia que conta a história de Eldora, uma guerreira que descobre que é feiticeira e avatar. E mais uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ir ao XVI encontro de RPG, no colégio Arquidiocesano (metrô Santa Cruz), iniciei uma oficina para escritores na Companhia de Leitura (livraria) dada por André Vianco. Agora meu livro novo sai com certeza. Uma trilogia que conta a história de Eldora, uma guerreira que descobre que é feiticeira e avatar. E mais uma trilogia que dá continuidade à saga de Eldora. Bem-vindo ao mundo da literatura de fantasia!</p>
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		<title>Divagações</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 20:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[Divagações &#160; Divagações, vagões &#160; Lampejos, cortejos &#160; Funerais da alma &#160; Vagando em memórias &#160; Divagando&#8230; &#160; &#160; Divagar divago &#160; Em indagações, &#160; Premonições. &#160; Variações&#8230; &#160; Alçapão da alma. &#160; &#160; Divagações&#8230; &#160; Sonhos, ilusões, &#160; Emanações. &#160; Rio fluente, &#160; Morto no afluente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Divagações</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Divagações, vagões</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Lampejos, cortejos</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Funerais da alma</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Vagando em memórias</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Divagando&#8230;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Divagar divago</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Em indagações,</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Premonições.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Variações&#8230;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Alçapão da alma.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Divagações&#8230;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Sonhos, ilusões,</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Emanações.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Rio fluente,</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">Morto no afluente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novo livro</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 13:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou escrevendo a &#8220;continuação&#8221; de A Casa Mysteriosa. Na verdade, para quem leu é a história sobre a escola de Igaratá. Eu já havia escrito umas 6 páginas, quando decidi mudar tudo. E eu tenho o hábito de escrever à mão e depois passar para o computador. Dessa vez pretendo diagramar o livro por mim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou escrevendo a &#8220;continuação&#8221; de A Casa Mysteriosa. Na verdade, para quem leu é a história sobre a escola de Igaratá.</p>
<p>Eu já havia escrito umas 6 páginas, quando decidi mudar tudo. E eu tenho o hábito de escrever à mão e depois passar para o computador. Dessa vez pretendo diagramar o livro por mim mesma e editá-lo por uma editora tradicional.</p>
<p>Bom, é isso.</p>
<p>Até mais.</p>
<p>Mônica.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Despedidas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 15:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[A DESPEDIDA (IN MEMORIAN ) &#160; SÃO TRISTES AS DESPEDIDAS DAQUELES QUE PARTEM SEM AVISO, DEIXAM SAUDADE, LEMBRANÇA E SOLIDÃO EM TODOS OS QUE POSSUEM CORAÇÃO. &#160; SEI QUE VOU LEMBRAR DE TODOS OS SERES COM OS QUAIS CRUZEI NA ESTRADA DA VIDA. AMIGOS, PARENTES E TODA GENTE&#8230; TAMBÉM DOS ANIMAIS QUE POVOAM MINHA MENTE. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>A DESPEDIDA </strong></p>
<p align="right">(IN MEMORIAN )</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>SÃO TRISTES AS DESPEDIDAS</em></p>
<p align="center">DAQUELES QUE PARTEM SEM AVISO,</p>
<p align="center">DEIXAM SAUDADE, LEMBRANÇA E SOLIDÃO</p>
<p align="center">EM TODOS OS QUE POSSUEM CORAÇÃO.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">SEI QUE VOU LEMBRAR DE TODOS OS SERES</p>
<p align="center">COM OS QUAIS CRUZEI NA ESTRADA DA VIDA.</p>
<p align="center">AMIGOS, PARENTES E TODA GENTE&#8230;</p>
<p align="center">TAMBÉM DOS ANIMAIS QUE POVOAM MINHA MENTE.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"> A DESPEDIDA DO MEU COELHINHO FOI REPENTINA</p>
<p align="center">NÃO HOUVE TEMPO PARA O ÚLTIMO AFAGO,</p>
<p align="center">A ÚLTIMA OLHADA EM SEU NARIZ CURIOSO,</p>
<p align="center">UM ÚLTIMO SORRISO SINCERO E GOSTOSO.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">NÃO PRECISO MAIS LIMPAR SUA GAIOLA,</p>
<p align="center">NEM SOLTÁ-LO À NOITE PARA SE EXERCITAR.</p>
<p align="center">ELE NÃO PUXA MAIS A MINHA CALÇA NEM CHEIRA A MINHA PERNA.</p>
<p align="center">ELE NÃO SALTITA FELIZ AO NOSSO REDOR QUANDO ESTÁ SOLTO.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">NÃO TIVE TEMPO DE DIZER ADEUS E ACARICIÁ-LO,</p>
<p align="center">DIZER NOVAMENTE O QUANTO ELE ERA FOFINHO.</p>
<p align="center">E MAIS UMA VEZ NA CIRANDA DA VIDA A LIÇÃO</p>
<p align="center">DE APROVEITAR CADA MOMENTO COM ALEGRIA E GRATIDÃO.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">MEU COELHINHO DEIXA EM MIM A SAUDADE</p>
<p align="center">DE TODAS AS BAGUNÇAS E TRAQUINAGENS,</p>
<p align="center">DOS MOMENTOS DE ALEGRIA E DE TRABALHO QUE NOS DEU</p>
<p align="center">E TAMBÉM ESSE POEMA COMO FORMA DE ADEUS&#8230;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meu coelhinho</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 13:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá a todos. Esta semana estou triste porque no sábado (22/09/2007) meu coelhinho amanheceu morto. Eu tinha vestibular para fazer e nem percebi o pobrezinho morto no chão da cozinha perto do fogão. Ele era um mini-holandês branco e azul de viena. Tinha olhos azuis escuros, como os bons mini-holandeses têm. Há pouco tempo tratou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todos.</p>
<p>Esta semana estou triste porque no sábado (22/09/2007) meu coelhinho amanheceu morto. Eu tinha vestibular para fazer e nem percebi o pobrezinho morto no chão da cozinha perto do fogão.</p>
<p>Ele era um mini-holandês branco e azul de viena. Tinha olhos azuis escuros, como os bons mini-holandeses têm. Há pouco tempo tratou de uma otite e parecia que estava tudo bem. Eu e o Robinho (meu marido) sentimos a falta dele pulando pela cozinha à noite. Vou compor uma poesia para ele e postar no site.</p>
<p>Até mais.</p>
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		<title>Vestibular</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 22:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje eu fiz a inscrição para o vestibular da UNICSUL. Vou cursar Letras e espero que desta vez eu termine o curso (esta será minha quarta tentativa). Enfim, vou parar de sonhar acordada e cair na real definitivamente. Até mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu fiz a inscrição para o vestibular da UNICSUL. Vou cursar Letras e espero que desta vez eu termine o curso (esta será minha quarta tentativa). Enfim, vou parar de sonhar acordada e cair na real definitivamente.</p>
<p>Até mais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ficção</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 21:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
				<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá para todos. Vou postar um conto que escrevi para um concurso e que acabei por não enviar. Inspirei-me na série Battlestar Galactica. Um novo mundo Mônica França Ano galáctico 3313. Ano terrestre 2008, 15 de Novembro. Faz um ano que deixamos a Terra. Saímos em uma missão especial para encontrar o planeta novo descoberto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá para todos. Vou postar um conto que escrevi para um concurso e que acabei por não enviar. Inspirei-me na série Battlestar Galactica.</p>
<p align="left">    <strong>Um novo mundo                                                                                      Mônica França</strong></p>
<p align="left"> Ano galáctico 3313.<br />
Ano terrestre 2008, 15 de Novembro.<br />
Faz um ano que deixamos a Terra. Saímos em uma missão especial para encontrar o planeta novo descoberto pelos cientistas. O UB313 (codinome Xena) tende a ser muito parecido com a Terra. Acreditamos que é possível iniciarmos uma nova existência por lá.<br />
A tripulação da Gaya chama o UB313 de Hope, lembrando a esperança que reina em nossos corações. Entretanto nós ultrapassamos em seis meses o prazo de chegada ao Hope. Alguns membros da tripulação não estão mais esperançosos.<br />
Lembro quando a NASA contatou os mais experientes cientistas, doutores e astronautas do planeta Terra para revelar os planos de reconhecimento e exploração do UB313. Era Agosto de 2007 quando o telefone de minha casa tocou. Após uma rápida conversa eu ajeitei a mala e fui para o aeroporto.<br />
Eles me convenceram que seria muito útil uma escritora presente na missão. Questionei a razão pela qual me escolheram e eles disseram que o meu senso de observação e minha capacidade poética de descrição seriam indispensáveis. Isso significava que eles queriam um livro sobre o planeta novo, um livro que descrevesse poeticamente as belezas naturais do lugar e que fosse usado para trazer um alento para a humanidade.<br />
O que eles queriam me indignou a princípio, levei alguns dias para concordar com a proposta. Todas as outras pessoas convidadas para a missão aceitaram imediatamente. Refleti sobre o assunto de forma menos passional e por fim aceitei ir em busca de um novo mundo. Meu espírito curioso não resistiu e, afinal, seria uma grande aventura. Bom, era assim que eu pensava!<br />
Passamos por treinamentos intensos, palestras, cursos e quase não dormíamos. Aquilo parecia uma corrida louca contra o tempo, mas eles queriam que deixássemos a Terra em Agosto.<br />
A missão era secreta e seria revelada ao público somente após nossa partida. A imprensa não fazia idéia de nada, logo ninguém no mundo sabia o que estava para acontecer.<br />
O significado de tudo o que acontecia conosco era grandioso. Inspirada pelo ideal que embalava os anseios de todos os participantes do programa, o desejo sincero de ter uma chance de recomeçar, de ter um novo planeta para habitar e de não cometer os mesmos erros eu comecei a fazer anotações para o futuro livro.<br />
Decidi fazer uma pesquisa com os participantes do que eu chamava de “ A grande aventura”. Coletei dados sobre cada um dos membros da tripulação, fiz entrevistas e comecei a me envolver com o programa. Assim eu iniciei a minha tarefa na missão.<br />
O dia de deixar o planeta estava chegando.<br />
Meu coração batia descompassadamente quando entrei a bordo da Gaya. Não importa quantas vezes nós treinemos para realizar uma tarefa, na hora em que vamos realizá-la a emoção toma conta e a razão apenas espera o momento de entrar em ação. Bem, a razão entrou em ação alguns minutos depois.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">O lançamento foi fantástico, conforme nos afastávamos da órbita terrestre o nosso planeta ficava cada vez menor. Um lindo ponto azul na imensidão do espaço. Exercendo minha função máxima de observadora oficial da missão eu observava o desaparecimento da Terra no espaço.<br />
Observando veio a saudade. Saudade dos rios, lagos, represas. Saudade das praias, mangues e oceanos. Lembrei das árvores e dos animais. Lembrei de todas as pessoas da minha vida. Junto da lembrança, da saudade a realidade que me colocou dentro da Gaya.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Não sou apenas escritora, sou também ambientalista. Nosso planeta está sendo devastado pela nossa inconsciência. Buscar um novo planeta para morar e não ter uma nova consciência é como ter um novo instrumento e executar as mesmas notas ruins e desafinadas. A falta de harmonia humana com a natureza, o não reconhecimento de que fazemos parte da natureza trouxe-nos de encontro com a dura realidade de que nossa casa natural está se transformando. Uma transformação cheia de fenômenos naturais que levam à extinção. Enchentes, tempestades, secas severas, derretimento das áreas de geleiras, aquecimento global.<br />
Bem, esta missão é a chance de recomeçar e este livro de gerar uma nova consciência.<br />
Todos da tripulação pensam de forma semelhante quanto a necessidade de sermos mais naturais e harmoniosos. Cada um de nós, nesta tripulação, está fazendo o seu trabalho o melhor que pode visando o bem-estar pessoal e da humanidade.<br />
De repente o alarme de perigo soa estridente pela nave. Corri para o auditório da Gaya.<br />
Todos estavam agitados pois estávamos no centro de uma tempestade elétrica. O comandante explicava os procedimentos de segurança e delegava as tarefas de cada um de nós. Eu, como escritora, iria registrar o acontecimento. O comandante me avisou sobre o protocolo de segurança, mas eu não dei ouvidos. Enquanto a tripulação corria de um lado para o outro eu fui ao observatório da Gaya.<br />
O observatório era perfeito, ficava situado na parte superior da nave. Era repleto de janelas e aparelhos de visualização espacial. A Gaya tinha três pisos, chamávamos de térreo, primeiro e segundo andares. No térreo estava todo o sistema funcional da nave como motores, geradores de energia, comandos analógicos. Havia também neste andar naves auxiliares de exploração e de conserto e reparos externos da nave.<br />
No primeiro andar estavam os dormitórios, a cabine do capitão e a cabine de comando e navegação da nave. Havia também o auditório, um pequeno laboratório utilizado para análises clínicas e uma enfermaria.<br />
No segundo andar estava o observatório, um laboratório de análise de materiais coletados<br />
para pesquisa, a cozinha e o refeitório. Fora estes locais principais da Gaya, havia também uma série de outros locais cuja a importância técnica não me atraia. Meus locais principais era obviamente meu dormitório (devidamente equipado com uma escrivaninha, computador e tudo que uma escritora precisa), o refeitório e o observatório onde eu passava muito tempo.<br />
E foi no observatório que eu vi minha primeira tempestade elétrica espacial.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Foi incrível. Havia uma energia indescritível, eu podia sentir a corrente fluindo pela Gaya<br />
quando eu tocava a janela. Era uma imensa e gloriosa sinfonia da natureza. Ali, no espaço imenso e vasto, a natureza se manisfestava de maneira única. A nave sacudia violentamente em meio à tempestade executando uma dança frenética quando um imenso meteoro apareceu na nossa frente.<br />
Corri o mais rápido que pude para avisar, em cada lugar da nave que eu tocava levava um choque. Alcancei o capitão e todos caímos quando o meteoro se chocou contra Gaya. Foi o primeiro acidente que sofremos.<br />
Passado o susto e a tempestade fomos verificar os estragos. Foram poucos, pois a<br />
tempestade elétrica criou uma espécie de campo magnético que protegeu a nave. Esta explicação foi dada pelos peritos, mas de fato em um dia os reparos foram realizados com sucesso e nós retomamos nossa jornada. Eu conversei com o capitão sobre o meteoro e ele decidiu que em outra situação similar deixaria um oficial no observatório.<br />
Quatro meses se passaram desde a nossa partida. Estou entediada com a viajem porque não existe nada de natural além das pessoas dentro da nave. Tudo é metal, luzes, botões e energia. O próprio espaço já parece uma repetição de estrelas sem fim. Sinto falta da Terra.<br />
Peguei um livro de ecologia que trazia fotos de ecossistemas belíssimos. Olhei as fotos e<br />
lembrei da Terra ficando cada vez menor enquanto nos afastávamos rumo “A grande aventura”. Escrevi umas bobagens e decidi ir ao observatório. Olhei para o espaço e dei asas a imaginação.<br />
Estava no meio do nada e nada é igual a qualquer coisa que eu queira. Comecei a imaginar<br />
uma batalha galáctica. Eu estava numa nave lutando contra os inimigos e protegendo a Gaya. Repentinamente eu vi algo diferente a nossa frente, parecia algo metálico. O que poderia ser? Pude visualizar o formato de uma nave. Corri desesperadamente até a cabine do capitão e falei sobre o que eu achava que tinha visto. Voltamos ao observatório.<br />
Ficamos observando até que vimos o que eu tinha visto antes. De fato era uma nave. Pior,<br />
era uma das nossas naves vagando sem rumo pelo espaço. Houve uma rápida mobilização para resgatarmos a nave e assim que a recuperamos tivemos uma grande surpresa. Dentro da nave desgarrada estava um dos oficias da tripulação. Era o comandante das tropas e estava bastante abalado. Dizia coisas sem sentido e o capitão pediu que o levassem para a enfermaria e cuidassem dele. Depois disso houve uma reunião entre os oficiais e foi decidido formar um grupo especial responsável pela segurança do andar térreo da Gaya.<br />
Outro mês se passou completando o quinto mês da nossa viagem. Durante o almoço<br />
percebi que o capitão estava agitado. De repente um dos cientistas se levanta e grita que todos vamos morrer e começa a dizer frases desconexas. Rapidamente os oficiais presentes retiram o doutor do refeitório e tudo volta ao normal.<br />
Fiquei pensando toda a tarde sobre o que eu presenciara. Decidi que faria uma<br />
investigação, lembrando as séries policiais que eu tanto assistira.</p>
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<p align="left">Durante três semanas perambulei pela nave, falei com a maioria da tripulação. Difícil era<br />
conversar com um dos oficiais, eles sempre diziam que tudo estava bem. Numa madrugada, lá pelas três horas, houve muita agitação no corredor dos dormitórios. Espiei pela fresta da porta do meu quarto. Os oficiais andavam agitadamente de um lado para o outro. Ouvi o baque seco de um corpo que cai e senti um peso na porta do meu quarto.<br />
Esforcei-me para não deixar a porta se abrir. Olhei para baixo e vi os olhos esbugalhados e<br />
os lábios entreabertos com uma secreção amarelada escorrendo pelas laterais do sumido excomandante das tropas. Foi exatamente por vê-lo ali caído em frente a minha porta que lembrei que nada mais se falara a respeito dele. O corpo do pobre homem começou a convulsionar e por precaução fechei a porta, os oficiais já haviam encontrado o moribundo antes de eu fechá-la completamente.<br />
O que eu ouvi a seguir deixou-me petrificada. Após um grito gutural pude perceber o tiro<br />
de uma arma com silenciador. Rapidamente o barulho cessou e tudo caiu num silêncio mórbido. Eu não fazia idéia do que estava por trás de tudo aquilo, mas eu iria descobrir. Passei o resto da madrugada em claro. Por volta das cinco horas eu subi ao observatório.<br />
Milhares de perguntas invadiam minha mente. O que estava acontecendo na Gaya? Será<br />
que somente eu percebera toda a confusão ocorrida há pouco? Por que eu havia me esquecido do comandante das tropas em minhas investigações? Se ele estava doente, qual seria a sua doença?<br />
Olhei através de umas das janelas e vi algumas estrelas cadentes. Foi um belo espetáculo, elas riscavam a escuridão do espaço e deixavam rastros luminosos atrás delas. Tudo durou apenas alguns segundos e instintivamente eu pensei que se algo estava errado provavelmente as respostas estariam na enfermaria.<br />
Fui para o refeitório. Não havia ninguém tomando café, fui para o meu dormitório. A<br />
manhã passou rapidamente e fui almoçar. Poucas pessoas estavam almoçando, tentei iniciar uma conversa com algumas delas. Foi em vão, todos estavam muito dispersos naquele momento. Resolvi visitar o dormitório do exterminado comandante das tropas e também o do cientista levado do refeitório há alguns dias.<br />
Andei distraidamente entre os dormitórios, como se eu estivesse passeando. Para minha<br />
surpresa os dormitórios de meu interesse estavam lacrados. Desiludida, guardei todas as minhas esperanças para a enfermaria. As horas passaram rapidamente. Eu tinha esquecido que havia uma festa marcada no auditório. Isso seria providencial, afinal, enquanto todos se distraiam eu levaria minha investigação adiante.<br />
Perambulei pela festa por algumas horas, esperando o momento propício para a minha<br />
visita surpresa a enfermaria. Sorrateiramente retirei-me da festa e fui me esgueirando pela escuridão até a enfermaria. Cuidadosamente observei através da porta. Se alguém estava lá, eu não vira. Vagarosamente entrei e pé-ante-pé andei através de todas as parafernálias típicas de um lugar como aquele.</p>
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<p align="left">Descuidei-me por um instante e tropecei numa maca. Infelizmente quem quer que estivesse deitado nela não estava muito bem. Novamente ouvi um grito gutural, mas que não era da pessoa da maca. Arrependi-me por me arriscar tanto, mas não podia voltar atrás. Olhei ao redor e vi uma pasta em cima de uma mesa, agarrei-a e quando ia sair ouvi passos. Não tinha muito tempo. Os passos vinham em minha direção. Escondi-me embaixo da mesa onde eu encontrara a pasta. De repente novos passos se juntaram aos anteriores. Algumas vozes murmuraram coisas que eu não consegui entender e todos se retiraram. Minutos depois eu também saí.<br />
Fui para o meu dormitório. A pasta que eu encontrara continha relatos sobre uma doença<br />
desconhecida. Talvez um vírus que atacava o sistema neurológico e digestivo das vítimas. Não fora contraído somente pelo comandante das tropas, mas também pelo cientista do refeitório. Pelas estimativas daquele documento havia a aterradora estatística de que metade da tripulação já havia contraído a doença misteriosa.<br />
Amanheceu e depois de muita reflexão resolvi falar com o capitão. Assim que cheguei a<br />
cabine dele joguei a pasta em sua mesa. Não estava nervosa, apenas indignada. Conversamos cerca de duas horas e ele me convenceu a ficar quieta. A única coisa inteligente a fazer era concordar com ele quando disse que a notícia só causaria pânico e não resolveria o problema. Voltei para o meu dormitório.<br />
Estávamos no oitavo mês de viagem. A Gaya não era mais a mesma. A esperança de<br />
encontrar o UB313 estava se diluindo diante da realidade. A doença dizimara dois terços da tripulação e todos já sabiam a respeito dela. Perdemos médicos valiosos, oficiais, cientistas e também o capitão. O novo capitão era mais jovem e mais ousado. Ele ainda acreditava que encontraríamos o Hope. Ao menos ele dava alguma esperança a todos nós.</p>
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<p align="left">Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, primeiro de Janeiro.<br />
Havíamos feito uma festa de ano novo. Coisas do capitão. As estatísticas sobre a doença<br />
estavam erradas. Restava somente dez por cento da tripulação, ou seja, trinta almas viventes. A maioria de nós não entendia muito de naves espaciais, mas as circunstâncias nos tornaram bons tripulantes e navegadores. Em pouco tempo aprendemos sobre mecânica espacial, reparos externos, medicina. Todos os sobreviventes aprenderam sobre tudo que era necessário para manter Gaya na ativa.<br />
Certa vez nós conversamos com o capitão sobre a possibilidade de voltarmos para a Terra.<br />
Ele era muito bom em discurso e nos convenceu de que estávamos próximos do Hope. Somente ele ainda usava este nome para o UB313, mas quando ele o usava nos convencia de que cumpriríamos nossa missão com louvor.<br />
Uma semana depois do ano novo eu estava estudando os mapas de navegação quando notei que as esperanças do capitão podiam estar certas. Peguei os mapas e fui para o observatório. Vi as estrelas, que para mim já não eram apenas estrelas, e sorri.</p>
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<p align="left">Estávamos muito perto do Hope. Pelos cálculos que havíamos feito e pelos estudos<br />
comparativos que eu estava fazendo há um bom tempo eu pude confirmar a rota que levava ao Hope. Fiquei apreciando o espaço como nunca fizera desde então. Fui encontrar o capitão e os outros para contar sobre as minhas descobertas.<br />
Todos nos reunimos no auditório e eu estava empolgadamente demonstrando as<br />
descobertas que eu fizera quando Gaya entrou em uma chuva de meteoros. Corremos para o observatório e percebemos que aquela chuva não era comum. Aquilo era um cinturão de asteróides. Não constava nos mapas, pelo menos não nos nossos mapas.<br />
Fizemos o melhor que pudemos para manter Gaya a salvo mas os danos foram terríveis.<br />
Imensas fendas se abriram no casco da Gaya. Perdemos algumas pessoas e quando passamos através do cinturão nossos motores estavam destruídos. Não tínhamos a menor condição de consertá-los e somente fizemos os reparos das fendas.</p>
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<p align="left">Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, 20 de Fevereiro.<br />
Continuei estudando os mapas. Lutávamos para manter Gaya em um curso específico.</p>
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<p align="left"> Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, 20 de Abril.<br />
Vagamos pelo espaço há três meses. Estamos em vinte almas viventes. O capitão já não<br />
tem mais esperança. Eu continuo estudando os mapas apenas para não enlouquecer. Todos os sobreviventes fazem alguma coisa somente para manterem as mentes sãs.</p>
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<p align="left">Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, 20 de Agosto. Um novo alvorecer.<br />
Estava no observatório quando notei uma estrela diferente a nossa frente. Meu coração<br />
bateu mais forte quando eu peguei os mapas e comparei com as estrelas ao meu redor. Era o Hope.<br />
Não havia dúvidas de que o lindo Hope estava bem na nossa frente. Corri para falar com o capitão. Tudo o que precisávamos fazer era manter o curso atual.<br />
Durante cerca de um mês nós ficamos acordados para manter o curso em segurança. Se o<br />
UB313 era a esperança da humanidade, nós certamente não sobreviveríamos sem ele.</p>
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<p align="left"> Ano galáctico 3314.<br />
Ano 2009, 25 de Setembro. O Hope.<br />
O capitão estava no observatório quando chamou todos nós para lá. Era lindo. O Hope<br />
estava a apenas alguns quilômetros adiante. Começamos a cantar Imagine de Lenon, pois nossos corações já sonhavam com uma nova era de amor para a humanidade.</p>
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<p align="left">Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, 27 de Setembro. O dia da chegada.<br />
Todos nós queríamos ver a atmosfera do Hope e acompanhar nossa entrada triunfal em<br />
nosso novo lar. Reunimo-nos no observatório. Estávamos somente há alguns minutos de distância da atmosfera do Hope. De repente a Gaya se chacoalha toda. Sorrimos. Entrávamos no Hope. Obviamente nossa entrada foi uma tragédia e nós batemos diretamente na crosta do planeta. Todos ficamos eufóricos, assim que nos restabelecemos do choque. Cada um de nós correu para o seu dormitório. Antes de fazermos qualquer outra coisa, como sair por exemplo, nós nos reuniríamos no auditório para traçarmos planos de ação e delegarmos tarefas.<br />
Não deveríamos sair da nave e pisar diretamente no planeta, pois não sabíamos nada a<br />
respeito de sua composição gasosa. Entretanto nossas naves exploratórias haviam sido destruídas e tínhamos apenas uma pequena sonda programada para levar material coletado para a Terra.<br />
Analisamos todos os riscos e decidimos que todos nós sairíamos. Se o planeta fosse hostil, todos sofreríamos as consequências.</p>
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<p align="left">Ano galáctico 3314.<br />
Ano terrestre 2009, 25 de Dezembro. O fim da grande aventura.<br />
Somos apenas cinco almas viventes. O UB313 é um ótimo planeta, mas não é mais<br />
produtivo. Durante estes meses que aqui vivemos notamos ruínas do que talvez tenham sido cidades. O solo do planeta não é fértil. A água não é abundante como acreditávamos. Há uma espécie de capa negra no céu que impede a entrada de luz. Não sabemos quando é dia ou quando é noite.<br />
Pouco a pouco os soldados desta grande missão foram tombando um a um no solo do<br />
UB313. Não conhecemos muito do planeta, é difícil respirar e manter a atividade ao mesmo tempo.<br />
Passamos a maior parte do tempo quietos, procurando algum alimento. Os suprimentos que tínhamos da Gaya acabou há uma semana. Nós éramos dez almas viventes antes dos suprimentos acabarem e éramos vinte almas viventes ainda antes disso.<br />
Decidimos que a sonda levaria para a Terra uma mensagem e não materiais de um novo<br />
planeta. Por isso escrevi esta história.<br />
Somos agora três almas viventes e já não importa mais quem somos nós. Somente a idéia<br />
de mandar nossa história, nossa mensagem é que importa. Reunimos o restante de nossas forças para mandar a pequena sonda. Nela estará não apenas a história de nossas lutas e ideais, mas principalmente a certeza de que a Terra é o nosso único e verdadeiro lar.<br />
Se em algum tempo o UB313 foi habitado, ele também foi destruído. Os motivos nós<br />
desconhecemos, mas os motivos para a preservação da Terra nós conhecemos.<br />
Que a história da Gaya seja divulgada em toda a Terra, pois nossa única esperança é o<br />
nosso próprio planeta.<br />
Adeus&#8230;</p>
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